

Empreender no Brasil é um desafio e o Simples Nacional surgiu para simplificar a vida das micro e pequenas empresas. Não por acaso, nada menos que 99% dos negócios do país optam pelo regime. Mas atenção: é importante ficar de olho na gestão de seus impostos para evitar a exclusão e perda de benefícios do Simples!
Segundo dados da Receita Federal, por exemplo, mais de 1,8 milhões de empresas foram notificadas por débitos em aberto no Simples.
Para te apoiar, vamos explorar as principais razões que podem levar uma empresa a ser excluída do Simples Nacional e quais são as ações recomendadas para regularizar a situação.
Razões para Exclusão do Simples Nacional
As empresas optantes pelo Simples Nacional devem cumprir uma série de obrigações fiscais e tributárias para se manterem no regime. A Receita Federal pode excluir a empresa do Simples por diversos motivos, entre eles:
Existência de Dívidas Tributárias: o acúmulo de débitos, especialmente com a Receita Federal, INSS ou demais autarquias fiscais, é uma das razões mais comuns para exclusão. A Receita exige que as empresas mantenham em dia seus tributos para continuarem no Simples.
Excesso de Faturamento: O Simples Nacional impõe um limite de faturamento anual para a permanência no regime. Microempresas (ME) podem faturar até R$ 360 mil, e empresas de pequeno porte (EPP) até R$ 4,8 milhões por ano.
Se a empresa ultrapassar esse teto, ela deve migrar obrigatoriamente para outro modelo, como o Lucro Presumido ou Lucro Real.
Atividades Proibidas: O Simples Nacional é restrito a determinadas atividades econômicas. Empresas que atuam em áreas não permitidas, como atividades financeiras e de seguros, não podem optar pelo Simples. Logo, mudanças no escopo de atuação da empresa podem acarretar a perda do enquadramento.
Esses são os motivos mais comuns e aqui vai uma dica de ouro: manter as obrigações fiscais em dia e estar atento ao faturamento são passos fundamentais para garantir a continuidade no Simples!
Como Consultar se Minha Empresa Foi Excluída do Simples
A Receita Federal notifica as empresas sobre a exclusão do Simples Nacional, geralmente por meio do Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN) e do Portal e-CAC, onde são disponibilizadas as comunicações oficiais.
- Para verificar a situação da sua empresa, você pode:
- Acessar o Portal do Simples Nacional via Certificado Digital ou código de acesso;
- Consultar seu DTE-SN e verificar se há alguma notificação de exclusão;
- Também é possível acessar o Domicílio Tributário Eletrônico a partir da Plataforma Gov.Br
- Finalmente, outra opção é acessar o e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, onde as notificações também são disponibilizadas.
Consultas periódicas são recomendadas para evitar surpresas, afinal de contas, caso identifique uma notificação de exclusão, é possível iniciar imediatamente o processo de regularização.
O Que Fazer em Caso de Exclusão
Se a exclusão do Simples Nacional for confirmada, existem algumas medidas que a empresa pode tomar para tentar reverter a situação ou adaptar-se ao novo regime tributário.
Regularize as pendências: no caso de empresas já notificadas, o prazo de pagamento é de 30 dias após ciência do Termo de Exclusão (ou 45 dias, caso o empreendedor não tenha verificado a existência de débitos). É válido frisar que as pendências podem ser pagas à vista ou parceladas;
Contestação: também é possível contestar o Termo de Exclusão com Delegado de Julgamento da Receita Federal do Brasil e aguardar o parecer do Fisco. Nesse caso, é preciso gerar protocolo no site da receita com o devido pedido.
Fique de olho no Suporte Contábil!
Como vimos, para evitar a exclusão do Simples Nacional, é importante manter o acompanhamento das obrigações fiscais e financeiras da sua empresa em dia. Startups especializadas em contabilidade digital, como a bwise, podem ser grandes aliadas nessa jornada.
Conte conosco, evite a exclusão do Simples Nacional e cresça com segurança!


A Reforma Tributária, que traz impactos para diferentes áreas de um negócio – da contabilidade a tecnologia – já começou a fazer parte da realidade das empresas brasileiras. Mas a verdade é que a preparação para essa mudança ainda está longe do ideal.
Uma pesquisa realizada em 2026 mostrou que 97% das empresas não se consideram preparadas para as transformações trazidas pela reforma. Além disso, 69% afirmam que ainda não iniciaram qualquer processo de adaptação.
O dado acende um alerta importante. Embora a implementação completa aconteça de forma gradual dentro de uma jornada de transição que irá transcorrer até 2033, as mudanças exigem planejamento, revisão de processos e acompanhamento constante das novas regras.
Nesse cenário, a contabilidade digital pode se tornar uma aliada estratégica para empresas que precisam se adaptar com mais segurança e eficiência às novas demandas da Reforma Tributária.
Veja como!
Por que a Reforma Tributária exige atenção desde agora?
A reforma altera a forma de apuração de tributos, o aproveitamento de créditos fiscais, a gestão das obrigações acessórias e diversos processos que fazem parte da rotina empresarial.
Além das mudanças tributárias em si, muitas empresas precisarão revisar sistemas, procedimentos internos e controles financeiros para evitar inconsistências e reduzir riscos.
Logo, quanto mais tarde esse processo começar, maior tende a ser o esforço necessário para a adaptação.
Como a contabilidade digital pode ajudar
Dentro desse contexto, a contabilidade digital – que une expertise com tecnologia de ponta – tem um papel importante nesse momento de transição da Reforma Tributária.
Com sistemas integrados, apoio especializado e acesso a informações em tempo real, a contabilidade digital oferece mais agilidade na análise de dados e no acompanhamento das mudanças regulatórias.
Entre os principais benefícios da contabilidade digital para a jornada de adaptação a Reforma Tributária, temos:
Mais organização das informações fiscais
A centralização de documentos, relatórios e dados financeiros facilita o acompanhamento das obrigações tributárias e reduz o risco de erros em um momento de convivência entre dois sistemas – o atual e o que está sendo implementado até 2033.
Maior visibilidade sobre o fluxo financeiro
A Reforma Tributária traz impactos que vão além dos impostos. Nesse sentido, ter uma visão mais clara sobre receitas, despesas e fluxo de caixa – ponto oferecido por uma contabilidade digital eficiente – ajuda a empresa a se preparar para mudanças operacionais desde já.
Atualização constante sobre mudanças normativas
Uma contabilidade conectada à tecnologia consegue acompanhar com mais rapidez alterações na legislação geradas pela Reforma Tributária e orientar a empresa sobre os ajustes necessários em tempo real.
Redução de retrabalho e processos manuais
Automações também ajudam a diminuir falhas operacionais, liberando tempo para que gestores possam focar em decisões estratégicas.
Apoio na tomada de decisões
Finalmente, mais do que cumprir obrigações fiscais, a contabilidade digital oferece informações que ajudam a empresa a avaliar cenários, identificar riscos e planejar os próximos passos dentro do contexto de avanço da Reforma Tributária.
A preparação é uma vantagem competitiva
A Reforma Tributária ainda está em fase de implementação, mas os impactos já começaram a ser vividos por empresas de todos os portes.
Ao mesmo tempo, a falta de preparação ainda é uma realidade para grande parte das empresas brasileiras.
Esse cenário pode ser revertido com planejamento e suporte especializado.
A bwise combina tecnologia, acompanhamento próximo e expertise contábil para ajudar empresas a navegar pelas mudanças da Reforma Tributária com mais segurança. Entre em contato com nossa equipe e descubra como uma contabilidade digital pode apoiar seu negócio durante essa transição!


A Reforma Tributária já deixou de ser uma discussão sobre o futuro. Com a regulamentação avançando e as empresas iniciando o período de transição para o novo modelo, a adaptação começa a se tornar uma necessidade prática e ajustes devem ser realizados pelos negócios.
Embora a implementação completa aconteça de forma gradual, muitas mudanças exigem preparação desde agora.
Processos fiscais, controles internos, sistemas e gestão financeira precisarão acompanhar as novas regras para evitar riscos e garantir mais segurança operacional.
Confira cinco ajustes que merecem atenção imediata.
1. Revisar o cadastro de produtos e serviços
A correta classificação de produtos e serviços ganhará ainda mais importância com a nova estrutura tributária.
Cadastros incompletos ou inconsistentes podem gerar erros na apuração dos tributos, problemas no aproveitamento de créditos e dificuldades no cumprimento das obrigações fiscais.
Por isso, vale revisar desde já informações cadastrais, códigos fiscais e parâmetros utilizados nos sistemas da empresa.
2. Atualizar sistemas e processos internos
A Reforma Tributária traz novas regras de cálculo, apuração e controle tributário e exige ajustes em rotinas diárias.
Para acompanhar essas mudanças, empresas precisarão contar com sistemas preparados para atender às novas exigências legais e operacionais.
Além da tecnologia, é importante revisar fluxos internos para garantir que informações fiscais, financeiras e contábeis circulem de forma integrada entre os diferentes departamentos.
3. Reavaliar o fluxo de caixa
Um dos pontos que mais têm chamado a atenção das empresas é o impacto da reforma sobre a gestão financeira.
Mecanismos como o split payment, por exemplo, podem alterar a dinâmica de recebimento e recolhimento de tributos, exigindo maior controle sobre capital de giro e liquidez.
Empresas que monitoram o fluxo de caixa de forma estruturada tendem a enfrentar a transição com mais previsibilidade.
4. Fortalecer o controle de documentos e créditos tributários
O novo sistema amplia a relevância dos créditos tributários e da rastreabilidade das operações.
Isso significa que documentos fiscais, notas, contratos e registros financeiros precisarão estar organizados e acessíveis para garantir o correto aproveitamento dos créditos previstos na legislação.
Falhas documentais podem resultar em perdas financeiras e dificuldades futuras em processos de fiscalização.
5. Capacitar equipes e buscar apoio especializado
A adaptação à Reforma Tributária não depende apenas da área fiscal, mas de ajustes na gestão de pessoas, que precisam ser preparadas para o novo modelo.
Setores como financeiro, compras, comercial, tecnologia e gestão também serão impactados pelas mudanças.
Investir em capacitação e contar com orientação especializada ajuda a reduzir erros, acelerar a adaptação e identificar oportunidades que podem surgir com o novo modelo tributário.
Conclusão
A adaptação à Reforma Tributária passa por tecnologia, organização de processos, gestão financeira e atualização constante das equipes.
Quanto antes a empresa iniciar esse processo, maiores serão as chances de atravessar a transição com segurança e aproveitar os benefícios de um ambiente tributário mais moderno.
A bwise acompanha empresas de todos os portes na preparação para a Reforma Tributária, oferecendo suporte contábil, fiscal e estratégico para que cada etapa da adaptação e ajustes necessários aconteça com mais tranquilidade, eficiência e segurança.


A Reforma Tributária promete simplificar o sistema de impostos brasileiro, mas também traz mudanças importantes para as empresas prestadoras de serviços.
Embora a transição aconteça de forma gradual até 2033, os impactos já estão no radar de empresários, gestores e profissionais liberais.
Dependendo da atividade, as mudanças podem afetar a carga tributária, a formação de preços e até a competitividade do negócio.
Nesse sentido, entender o que está mudando é o primeiro passo para se preparar!
Veja três impactos das mudanças no novo artigo de nosso blog!
1. Mudanças na tributação dos serviços
Um dos principais pontos da reforma é a substituição de tributos como PIS, Cofins, ISS, ICMS e parte do IPI por dois novos impostos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
A estimativa atual é que a alíquota padrão do novo IVA fique em torno de 28%, embora o percentual definitivo ainda passe por ajustes durante o período de transição.
Para muitas empresas de serviços, esse é justamente o principal ponto de atenção. Historicamente, o setor possui uma estrutura de custos diferente da indústria e do comércio, o que pode limitar o aproveitamento de créditos tributários.
Na prática, isso significa que algumas atividades podem enfrentar um aumento relevante da carga tributária efetiva.
A legislação prevê reduções de alíquota para determinados segmentos e profissões regulamentadas, mas muitas empresas permanecerão sujeitas à tributação integral.
Por isso, entender os possíveis impactos financeiros da reforma tornou-se uma etapa fundamental do planejamento.
2. Créditos tributários ganham mais relevância
Outra mudança importante está no aproveitamento de créditos tributários.
Hoje, muitas empresas prestadoras de serviços têm poucas oportunidades de compensar impostos pagos ao longo da cadeia produtiva.
Com a reforma, a lógica de não cumulatividade é ampliada, permitindo maior aproveitamento de créditos vinculados a bens e serviços adquiridos pela empresa.
Isso significa que despesas operacionais que hoje possuem pouco impacto tributário poderão ganhar relevância na gestão fiscal.
Para aproveitar esse benefício de forma adequada, será fundamental manter controles financeiros e documentais mais organizados, além de acompanhar corretamente as regras de apuração.
Empresas que conseguirem estruturar esse acompanhamento desde cedo tendem a ter mais previsibilidade e eficiência na gestão tributária.
3. Formação de preços e contratos exigirão revisão
A reforma também pode alterar a forma como muitas empresas calculam seus preços.
Mudanças na carga tributária, novas possibilidades de aproveitamento de créditos e alterações nos custos operacionais podem exigir revisões nas estratégias comerciais. E
m alguns casos, será necessário reavaliar margens de lucro e até renegociar contratos para preservar a sustentabilidade financeira do negócio.
Empresas que atendem outras pessoas jurídicas precisarão considerar como a geração de créditos tributários influencia as negociações comerciais.
Já aquelas que possuem contratos de médio e longo prazo podem precisar revisar cláusulas relacionadas a reajustes, tributação e repasse de custos.
Em outras palavras: mais do que uma questão fiscal, a reforma tem potencial para impactar diretamente a política comercial das empresas e o relacionamento com clientes e parceiros.
Como o setor de serviços pode se preparar
Mesmo que algumas regras ainda estejam em fase de implementação, a preparação deve começar a partir de agora.
Revisar processos internos, organizar informações fiscais, acompanhar a evolução da legislação e avaliar possíveis impactos financeiros são medidas que ajudam a reduzir riscos durante a transição.
Quanto mais cedo essas etapas forem realizadas, maiores serão as chances de adaptação sem surpresas.
Conclusão
Embora prometa simplificação, a Reforma Tributária traz desafios relevantes e, para o setor de serviços, os principais impactos passam pela nova estrutura de tributação e pela necessidade de revisar estratégias de precificação e contratos.
A bwise acompanha de perto todas as etapas de implementação da Reforma Tributária, ajudando empresas a entender seus impactos, revisar estratégias financeiras e se preparar para um cenário que exigirá planejamento estratégico. Como o setor de serviços está entre os mais afetados pelas novas regras, contar com orientação especializada pode fazer toda a diferença para reduzir riscos e identificar oportunidades ao longo da mudança.


Embora os planos de governo oficiais ainda não tenham sido divulgados, com a consolidação de seus principais nomes, a corrida presidencial de 2026 já delineia seus contornos no campo das ideias econômicas.
Atualmente, o debate está centralizado, sobretudo, na sustentabilidade da dívida pública e na eficiência dos gastos governamentais, com propostas que variam de uma profunda ruptura fiscal e macroeconômica até um caminho de continuidade baseado em estímulo ao consumo e avanço da Reforma Tributária.
Com base em pronunciamentos e entrevistas recentes, análises na mídia e notícias oficiais dos partidos, apresento abaixo um pequeno resumo das propostas que começam a ser discutidas pelos cinco candidatos mais bem posicionados na disputa à Presidência da República, considerando a última pesquisa divulgada pela Nexus/BTG Pactual, no dia 27/04.

Antes mesmo dos programas oficiais, pré-candidatos sinalizam caminhos distintos para temas como dívida pública, impostos, previdência e crescimento.Magnific
Lula: consumo, aposta nos ganhos da Reforma Tributária e regulação
Entrando na disputa pelo seu quarto mandato, o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, teve na sua presente gestão uma forte agenda de estímulo ao consumo como vetor para a economia e deve centrar seu discurso na aprovação da Reforma Tributária, da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e em seus potenciais ganhos de simplificação fiscal para o país.
Dividido entre números razoáveis de crescimento e pressão pelo aumento dos gastos públicos, do custo de bens essenciais como a gasolina, Lula tem como desafio convencer o eleitor de sua capacidade em equilibrar o fortalecimento do PIB com a estabilidade da dívida.
Em um recente plano de metas divulgado no ano passado por sua equipe econômica – e que deve seguir como norte para um eventual próximo mandato – temos ainda apontamentos sobre transição ecológica na economia, a regulação das big techs, o aperfeiçoamento da Lei de Falências e a tributação dos chamados super ricos.
Flávio Bolsonaro e a necessidade da Reforma Previdenciária
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se coloca como principal candidato da oposição ao governo atual, fundamenta sua pré-campanha na crítica à excessiva carga tributária do país e na defesa da eficiência pública.
Sua plataforma econômica, coordenada por Rogério Marinho, classifica o atual arcabouço fiscal como uma "peneira" que perdeu a capacidade de disciplinar gastos e mantém juros elevados.
Flávio propõe, dentro desse contexto, uma revisão da Previdência, cujo modelo atual é descrito como prestes a "estourar" e indicando a possibilidade do desenho de uma nova sistemática previdenciária para o país. Outro ponto importante já citado pelo candidato inclui uma retomada da Reforma Trabalhista de 2017, para adaptá-la às novas tecnologias e dinâmicas do mercado.
Finalmente, a pauta de "menos tributos" mira diretamente o custo de vida cotidiano, como combustíveis e energia, buscando atrair o apoio do mercado financeiro e de setores produtivos, em pontos de atual desgaste no governo Lula.
Romeu Zema e a ruptura estatal
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), apresenta a proposta de maior ruptura com o atual modelo de participação estatal na economia. Estruturado em "cinco pilares", suas propostas prometem a eliminação do Custo Brasil em quatro anos e privatização de estatais federais, sem exceções para ativos estratégicos como a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
Zema defende também que chama de reforma da previdência "definitiva", com ajustes automáticos de idade e alíquotas baseados na expectativa de vida, além de uma flexibilização trabalhista que permita contratos negociados livremente, inclusive por jornada horária.
Fiscalmente, Zema aposta no corte drástico de gastos e no combate aos "supersalários" em Brasília como o caminho para reduzir juros e a inadimplência, complementado por uma abertura comercial gradual ao exterior através da redução de tarifas de importação.
Ronaldo Caiado e o enfrentamento do Custo-Brasil
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), busca se posicionar, em seus primeiros discursos, como um gestor pragmático com altos índices de aprovação em seu Estado e que busca, dentre outros pontos, enfrentar o Custo-Brasil, que ele estima em 23% para os empresários, devido à burocracia e corrupção.
Sua vitrine econômica inclui também o potencial de exploração de minerais críticos e terras raras, visando transformar o Brasil de mero exportador em um processador desses recursos através de parcerias com países como os Estados Unidos.
No campo fiscal, Caiado é um crítico severo da gestão Lula, classificando o aumento da dívida pública como um "colapso completo" e defendendo a emancipação social em substituição ao que chama de "assistencialismo populista".
Finalmente, o governador foca seu discurso em pacificação política como um caminho necessário para que haja foco exclusivo na gestão pública.
Renan Santos: Reestruturação Federativa no radar
Por fim, Renan Santos (Partido Missão) apresenta uma agenda focada no equilíbrio do modelo federativo e em reformas administrativas austeras e profundas, se colocando como um candidato de antagonismo direto ao modelo atual de gestão pública aplicado no país.
Sua proposta inclui da fusão de municípios economicamente inviáveis a criação de indicadores de desempenho para gestores locais, com a possibilidade de intervenção em casos de descumprimento de metas.
Nesse mesmo sentido, Santos critica o crescimento das despesas obrigatórias e defende o fim do reajuste automático de benefícios vinculados ao salário mínimo, além de propor a transição da Previdência para um modelo de capitalização.
Sua plataforma vincula, por fim, o ajuste fiscal diretamente ao enfrentamento do crime organizado como premissas para a retomada do crescimento, além de uma agenda forte de corte de impostos (tesouraço), como um caminho para o estímulo da liberdade econômica e atração de investimentos para o país.
Conclusão e quadro comparativo
O cenário de 2026 apresenta desde a continuidade de um projeto que aposta suas fichas nos ganhos da Reforma e sustenta seu discurso na redução de desigualdades via tributação da renda e sustentabilidade ambiental até projetos que priorizam a redução do tamanho do Estado, o foco na eficiência da gestão e que retomam o debate sobre previdência e custos trabalhistas.
A convergência entre os candidatos de oposição reside na crítica ao atual patamar de endividamento e no entendimento de que uma melhoria da administração pública é uma rota para a redução dos juros, enquanto o governo atual defende que o fortalecimento institucional e a regulação são os pilares para uma economia estável.
Em outras palavras: as peças começam a se colocar na mesa e o eleitor deve decidir que rumos dará para o jogo eleitoral.


Poucas pautas mobilizaram tanto o ambiente empresarial nos últimos anos quanto a Reforma Tributária. Apresentada como uma transformação estrutural capaz de simplificar o sistema, reduzir distorções históricas e aumentar a competitividade do país, a reforma foi recebida com expectativa por grande parte do mercado. Em teoria, a proposta parecia responder a uma demanda antiga: tornar o sistema tributário brasileiro menos complexo, mais transparente e mais eficiente.
Em junho de 2026, porém, a discussão já não gira apenas em torno das promessas. O foco passa a ser a implementação. E é justamente nesse momento que começam a surgir questionamentos relevantes sobre custos, prazos, regulamentações e impactos efetivos para empresas e setores da economia.
Mais do que perguntar se a reforma é necessária, o debate agora parece caminhar para outra direção: a transição está sendo conduzida da forma mais eficiente possível?
Uma breve linha do tempo
A Reforma Tributária sobre o consumo foi oficialmente instituída com a promulgação da Emenda Constitucional 132, em dezembro de 2023. O texto criou as bases para um novo modelo de tributação, substituindo gradualmente tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI por novos mecanismos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), compartilhado entre estados e municípios. Também foi criado o Imposto Seletivo, destinado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Ao longo de 2024 e 2025, o foco esteve na regulamentação. Foram aprovadas leis complementares, discutidas regras operacionais, definidos mecanismos de transição e iniciada a construção do Comitê Gestor do IBS.
Já no início de 2026, a reforma entrou em sua primeira fase prática. Empresas começaram a adaptar sistemas, documentos fiscais e processos para acomodar os novos tributos. O período atual funciona como uma espécie de fase de testes, em que CBS e IBS já aparecem operacionalmente nas obrigações fiscais, mas sem cobrança integral. A promessa é que a transição se estenda até 2033, quando o novo modelo passará a operar plenamente.
Definições em aberto: alíquotas, simplificação e impactos setoriais
Apesar dos alardeados avanços regulatórios, diversos pontos continuam cercados por incertezas. Um dos exemplos mais citados é a discussão sobre a carga tributária efetiva. Embora já existam parâmetros, regimes específicos e estimativas divulgadas pelo governo e por entidades do mercado, a alíquota de referência consolidada ainda segue sendo objeto de debate e projeções. Isso ocorre porque o percentual final depende de uma série de fatores, incluindo arrecadação, compensações, benefícios setoriais e ajustes que ocorrerão ao longo da transição.
Em termos práticos, empresas seguem tomando decisões de investimento, precificação e planejamento sem conhecer exatamente qual será a carga definitiva que enfrentarão nos próximos anos. O cenário gera uma situação curiosa: existe um cronograma detalhado para implementação, mas ainda há dúvidas relevantes sobre o resultado final dessa implementação.
Além disso, simplificar o sistema futuro não significa simplificar a transição, que será desafiadora e seguirá até 2033.
Assim, o que as empresas enfrentam em 2026 é justamente uma nova camada de dificuldades caras e circundadas por incertezas. Sistemas precisam ser reconfigurados, cadastros devem ser revisados, processos fiscais exigem adaptações, equipes precisam ser treinadas, novos layouts de documentos eletrônicos estão sendo implementados e obrigações acessórias continuam sendo ajustadas.
Além disso, as empresas irão conviver simultaneamente com regras antigas e novas, criando um ambiente operacional mais complexo do que aquele existente antes da reforma. A pergunta inevitável, logo, é se parte dessa complexidade transitória poderia ter sido reduzida com uma implementação mais gradual, mais coordenada ou com maior previsibilidade regulatória.
Outro ponto que vem ganhando espaço nas discussões é o impacto setorial. Isso porque, embora a reforma tenha sido construída sob o princípio da neutralidade arrecadatória, diversos segmentos já sinalizam expectativa de aumento da carga tributária efetiva.
Setores intensivos em mão de obra, especialmente serviços, tecnologia, educação, saúde privada, construção civil e parte das atividades profissionais, manifestaram preocupação ao longo da tramitação das propostas. A justificativa é simples: muitos desses negócios operam com estruturas de custos que geram menos créditos tributários do que cadeias industriais tradicionais.
Como consequência, a migração para o novo modelo pode resultar em aumento da tributação líquida, mesmo diante da promessa de racionalização do sistema. Esse debate ajuda a explicar por que a reforma recebeu elogios importantes de economistas e especialistas em política tributária, mas também despertou resistência em diversos setores produtivos. A simplificação parece relativamente consensual; a redistribuição dos impactos, nem tanto.
Um problema institucional?
Talvez a principal reflexão provocada pelo atual estágio da reforma seja menos técnica e mais institucional. O Brasil já viveu outros ciclos de grandes mudanças regulatórias que chegaram ao setor produtivo acompanhadas de prazos apertados, regulamentações complementares tardias e necessidade de adaptações emergenciais.
Sob essa perspectiva, a Reforma Tributária levanta uma dúvida legítima: estamos diante de uma transformação cuidadosamente planejada ou de mais um processo em que a responsabilidade operacional acaba sendo transferida para o contribuinte?
Minha aposta é a segunda hipótese que, por sua vez, tende a impulsionar o contencioso tributário do país durante a fase de transição da Reforma, já que empresas de setores potencialmente prejudicados devem se movimentar para questionar a constitucionalidade das mudanças, dos tributos ou mesmo para recolher os impostos pela metodologia atual.
Ato contínuo, a introdução de novos tributos, regras inéditas e diferentes interpretações sobre sua aplicação deve estimular a judicialização de controvérsias por parte de contribuintes e entes federativos.
Para se ter uma ideia da dimensão desse cenário, um estudo do Superior Tribunal de Justiça estima que, em um cenário de litigância autônoma envolvendo IBS e CBS, o volume de processos tributários na Corte poderá crescer 35%.
E os sucessivos ajustes de cronograma, a necessidade constante de esclarecimentos regulatórios e as adaptações que seguem ocorrendo mesmo com a fase de implementação já iniciada alimentam ainda mais essa percepção por parte do mercado.
Não se trata, por fim, de questionar a necessidade da reforma, visto que o sistema anterior também acumulava distorções. A questão central parece ser outra: o sucesso de uma reforma depende da capacidade de executá-la com previsibilidade, segurança jurídica e clareza operacional. E há dúvidas sobre isso que pairam no país.
O fato é que a Reforma Tributária já deixou de ser uma discussão sobre intenções. Ela passou a ser uma discussão sobre execução. E é justamente nesse ponto que começam a surgir os maiores testes para empresas, governos e contribuintes.
Artigo escrito pelo nosso sócio Wellington Calobrizi publicado em: https://www.contabeis.com.br/artigos/77451/reforma-tributaria-simples-na-teoria-complexa-na-pratica/


O split payment é um dos mecanismos mais comentados da Reforma Tributária e também um dos que mais devem alterar a rotina financeira das empresas nos próximos anos.
Na prática, ele muda a forma como os tributos serão recolhidos nas operações comerciais. Em vez de a empresa receber o valor total da venda e depois pagar os impostos ao governo, o custo dos tributos já será separado automaticamente no momento da transação.
O objetivo do governo é aumentar o controle fiscal, reduzir a inadimplência e diminuir fraudes tributárias.
Mas, ao mesmo tempo, o modelo traz impactos importantes para o fluxo de caixa e para a gestão financeira das empresas.
O que é o split payment
O termo significa, literalmente, “pagamento dividido”.
Com esse sistema, quando uma venda for realizada, o valor referente aos tributos será automaticamente segregado e enviado ao governo, enquanto o restante seguirá para a conta da empresa.
Isso deve acontecer de forma integrada aos meios de pagamento eletrônicos, como Pix, cartões, boletos e plataformas digitais.
Na lógica atual, muitas empresas recebem integralmente o valor da operação e recolhem os tributos posteriormente. O split payment reduz justamente esse intervalo.
Como isso afeta o fluxo de caixa
O principal impacto está no capital de giro.
Hoje, muitas empresas conseguem organizar o caixa considerando o tempo entre o recebimento da venda e o pagamento dos tributos. Com o split payment, parte desse recurso deixa de passar pela conta da empresa.
Em operações parceladas ou com recebimento a prazo, o efeito pode ser ainda mais sensível, especialmente para negócios que operam com margens menores.
Na prática, haverá menos flexibilidade financeira para absorver despesas operacionais, reorganizar pagamentos ou utilizar o caixa no curto prazo.
Quais os desafios para as empresas
Além do impacto financeiro, o split payment também exige adaptação operacional.
Sistemas de gestão, emissão de notas fiscais, integração bancária e processos internos precisarão funcionar de forma muito mais conectada.
Erros cadastrais, falhas de integração ou inconsistências fiscais podem afetar diretamente o aproveitamento de créditos e o controle do caixa.
Por isso, muitas empresas já começaram a revisar processos internos e estruturas financeiras antes mesmo da implementação completa do novo sistema.
Como se preparar desde agora
A adaptação passa por alguns pontos importantes:
- Revisão do fluxo de caixa;
- Atualização de sistemas e ERPs;
- Reorganização financeira;
- Revisão de contratos;
- Planejamento tributário;
- Maior integração entre financeiro, fiscal e contabilidade.
Quanto antes esse processo começar, menor tende a ser o impacto operacional durante a transição da reforma.
Conclusão
O split payment representa uma mudança estrutural na forma como os tributos serão recolhidos no Brasil. Embora o modelo prometa mais eficiência e segurança fiscal, ele também reduz a flexibilidade do caixa das empresas e exige uma nova lógica de gestão financeira. A bwise apoia empresas de todos os portes no processo de adaptação à Reforma Tributária, oferecendo suporte contábil, fiscal e estratégico para uma transição mais segura, organizada e alinhada às novas exigências do mercado!


A Reforma Tributária já começou a produzir efeitos práticos nas empresas e um dos pontos que mais exige atenção é o fluxo de caixa.
Com a chegada de novos modelos de cobrança e apuração de tributos, muitas empresas terão que rever processos financeiros, contratos e até a forma como organizam entradas e saídas de recursos.
Na prática, a discussão não envolve apenas quanto será pago em impostos, mas também quando esse valor será desembolsado e de que forma é preciso estruturar o fluxo das finanças de um negócio.
Veja alguns dos principais impactos agora mesmo!
1. Pagamento de tributos mais próximo das operações
Com o novo modelo do split payment, o recolhimento dos tributos tende a acontecer de forma mais imediata, aproximando o pagamento fiscal da própria transação de venda de produto ou serviços.
Isso reduz o intervalo que muitas empresas utilizavam para organizar o caixa entre faturamento, recebimento e pagamento de impostos.
Para negócios com margens apertadas, essa mudança pode gerar mais pressão financeira no dia a dia.
2. Maior necessidade de capital de giro
Em operações parceladas ou com recebimento a prazo, o imposto pode ser recolhido antes mesmo da entrada efetiva do dinheiro.
Esse cenário aumenta a necessidade de planejamento financeiro e controle de liquidez.
3. Créditos tributários podem demorar mais para compensar
A reforma amplia a lógica de não cumulatividade, permitindo mais aproveitamento de créditos tributários ao longo da cadeia. Mas isso não significa que o efeito positivo no caixa será imediato.
Dependendo da operação, a empresa pode antecipar pagamentos e só recuperar créditos posteriormente, criando períodos de maior pressão financeira.
4. Custos operacionais e riscos na fase de transição
Até a implementação completa do novo sistema, haverá um período de convivência entre regras antigas e novas que irá vigorar até 2033.
Isso aumenta a complexidade operacional e exige mais atenção com sistemas, documentos fiscais e cadastros.
Nesse cenário, erros de apuração ou inconsistências podem afetar diretamente o caixa da empresa, além de gerar retrabalho e riscos fiscais.
5. Integração entre áreas será ainda mais importante
A Reforma Tributária não afeta apenas as rotinas da área fiscal.
Departamentos financeiro, contabilidade, de TI e logística, além de áreas comerciais, precisarão trabalhar de forma mais integrada para evitar falhas que impactem pagamentos, créditos e previsibilidade financeira.
Empresas que conseguirem adaptar processos com antecedência tendem a atravessar essa transição com mais segurança.
Como as empresas podem se preparar
Mais do que uma mudança tributária, a reforma exige revisão operacional e financeira.
Mapear impactos, revisar contratos, atualizar sistemas e acompanhar o fluxo de caixa com mais precisão passa a ser parte estratégica da adaptação.
Quanto antes esse movimento começar, menor tende a ser o risco de desorganização financeira no futuro.
Com tudo isso, é possível afirmar que Reforma Tributária traz promessas de simplificação no longo prazo, mas também cria desafios importantes durante sua jornada de transição.
Entender como essas mudanças afetam o caixa da empresa é essencial para manter previsibilidade, competitividade e segurança financeira.
Nesse contexto, a bwise apoia empresas de todos os portes no processo de adaptação à Reforma Tributária, oferecendo suporte contábil, fiscal e estratégico para uma transição mais segura e organizada. Conte conosco e bons negócios!


A Kreston KBW Auditores anunciou a consolidação de suas operações no Brasil sob uma única liderança com a aquisição da Partnership Auditores (empresa que também representava a Kreston Global no Brasil). O movimento faz parte de uma estratégia global de expansão liderada pela Golden Bridge Holding S/A– investidora dessas empresas – para fortalecer ainda mais a atuação da empresa no mercado nacional e internacional.
Na prática, a unificação integra estruturas, equipes e serviços em uma operação mais integrada, com foco em ganho de escala, eficiência operacional e crescimento sustentável, potencializando também a governança da empresa e ampliando a capacidade de atuação da firma no mercado de auditoria, tax, advisory e serviços especializados.
O novo ecossistema passa a contar com cerca de 80 profissionais, sete sócios, mais de 300 clientes ativos e o direcionamento estratégico do conselheiro Sr. Julio Baffini. Com a integração, o faturamento anual da firma alcança a casa de R$ 9 milhões.
Estratégia de expansão internacional
A reorganização acompanha um movimento mais amplo de crescimento da Kreston Global, baseado na combinação entre expansão orgânica e aquisições estratégicas.
Dentro desse contexto, o Brasil passa a ocupar uma posição relevante na estratégia internacional da companhia, funcionando como um hub para novos negócios e integração com mercados como Estados Unidos e América Latina.
Além da ampliação da presença internacional, a expectativa é aumentar a capacidade de atendimento a clientes locais e globais.
A Golden Bridge tem um papel central nessa estratégia, apoiando a integração, a expansão e a geração de novas oportunidades de crescimento para a Kreston.
Integração e ganhos operacionais
Com a consolidação, a empresa também passa a operar com maior padronização de processos, integração de metodologias e gestão baseada em indicadores.
A expectativa é que a nova estrutura gere ganhos de produtividade e eficiência operacional, além de ampliar oportunidades de cross-selling entre clientes e áreas de atuação. Nesse contexto, a projeção é de crescimento de até 20% nessas iniciativas nos primeiros ciclos após a integração.
Outro objetivo do movimento é fortalecer a competitividade da operação brasileira em um mercado cada vez mais orientado por integração, escala e especialização de negócios.
Nova fase da operação
A consolidação marca um novo momento para a Kreston KBW Auditores no Brasil, combinando crescimento, integração e fortalecimento estratégico.
Com uma estrutura ainda mais robusta e conectada à estratégia da Kreston Global, a empresa amplia sua capacidade de acompanhar a evolução do mercado, inovar, atender demandas mais complexas e criar novas oportunidades de desenvolvimento no Brasil e no exterior!


Se você é MEI, existe uma obrigação que não pode passar despercebida: a entrega da Declaração Anual de Faturamento.
Esse envio é obrigatório mesmo para quem não teve faturamento no ano. E perder o prazo pode gerar multa e outras complicações com o CNPJ.
Qual é o prazo de entrega
A Declaração Anual do MEI (DASN-SIMEI) deve ser enviada até o dia 31 de maio de cada ano.
Nela, o empreendedor informa o total de faturamento bruto do ano anterior e indica se teve ou não empregado no período.
Mesmo que a empresa tenha ficado inativa, a entrega continua sendo exigida.
O que acontece se não entregar no prazo
Quem não envia a declaração dentro do prazo está sujeito a multa, que pode chegar a até 20% do valor dos tributos devidos, além de um valor mínimo.
Além disso, o atraso pode gerar pendências no CNPJ, dificultar a emissão de certidões e até impactar a regularidade do negócio.
Na prática, é um problema simples de evitar, mas que pode trazer dor de cabeça desnecessária.
Como fazer a declaração do MEI
O processo para a entrega da Declaração do MEI é mais simples do que parece e pode ser feito online em poucos minutos. Veja o passo a passo básico:
- Acesse o Portal do Empreendedor ou o sistema da declaração anual;
- Informe o seu CNPJ;
- Selecione o ano-calendário que deseja declarar;
- Preencha o valor total do faturamento bruto do ano anterior;
- Indique se teve funcionário no período;
- Revise as informações e envie a declaração;
- Salve ou imprima o comprovante.
Com esses passos, a obrigação já fica regularizada.
Um ponto de atenção importante
O valor informado deve ser o faturamento bruto total, sem descontar despesas.
Erros nesse preenchimento podem gerar inconsistências com a Receita Federal, então vale conferir com cuidado antes de enviar.
Além disso, manter um controle financeiro ao longo do ano facilita muito esse processo e evita dúvidas na hora de declarar.
Conclusão
A Declaração Anual do MEI é uma obrigação essencial para manter o CNPJ regular.
Cumprir o prazo e preencher corretamente as informações evita multas e garante mais tranquilidade para o negócio.
A bwise contabilidade apoia microempreendedores optantes pelo MEI em toda a gestão fiscal e financeira, desde a organização do faturamento até a entrega correta das obrigações e declaração anual. Com acompanhamento adequado, você evita erros, mantém sua empresa em dia e pode focar no crescimento com mais segurança.
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